quarta-feira, julho 04, 2012

Escrever

E eis que, mais uma vez, mais um hiato, e deixo aqui mais uma migalhita...
 Há dias, uma amiga escrevia sobre "meditação". Eu, confessei a minha ignorância sobre o assunto. Mas tinha-me apenas esquecido.

 Eu meditava, sim. Através da escrita.

 Quando mais novo, sentia necessidade de o fazer, por esta ou aquela razão. Porque precisava. Porque me apetecia. Porque mo pediam. Porque estava apaixonado. Porque estava deprimido. Porque sim. Escrevia, apenas.
 Rabiscos num caderno, no meio das aulas. Curtos poemas em bocados de papel, tirados ao acaso da carteira (isto era o quê, mesmo? Oh, já não preciso deste número de telefone *rabisco rabisco rabisco*). Ao computador, mais tarde.
 Para ser sincero, não sei porque deixei de o fazer. Poder-se-ia dizer que "I've grown out of it", ou que estou com "bloqueio de escritor", ou seja o que for. Nunca me importei com isso, pois sempre achei que, se precisasse, voltaria a escrever num ápice.
 Mas o tempo passou, e eu nunca mais o fiz. E continuo sem querer saber os porquês. E não sei porque é que não quero saber. E porque é que não sei, nem quero saber, os porquês de não o fazer, perguntam vocês? (Claro que não perguntam. Que pergunta mais ridícula para se fazer. Duvidam? Ora tentem lá verbalizá-la, vejam como soa!)
 Tudo isto para dizer: escrever, para mim, era catártico. Necessário. Um prazer. E eu nem me dava conta do quanto, até pôr em retrospectiva, nesta hora, em que as letras lutam para fluir de mim. Perco-me no cursor da página. Nem me lembro ao certo porque comecei a escrever este post. Nem importa. As palavras surgem-me. Já não lutam. Escrevo o que quero, o que posso, o que tem de ser. Caixa de Pandora aberta, e nem a Esperança lá fica dentro. Fica aqui. As palavras, feitas esperança. A mente, feita palavras. É por isto que escrever é o que é, para mim. Faz parte de mim, parte de quem sou, de quem fui. Do que aspiro a ser.

 Bahh, desculpem. Já passou a panca. Acho que estava mesmo certo, quando descrevi este blog, como sendo palco de minhas "masturbações mentais".

 E agora, despeço-me. "Foi tão bom para ti, quanto foi para mim?" :-s

sábado, julho 30, 2011

Um obrigado

Para Ramos

Faz agora 4 meses em que virei as costas e fugi da força que me davas. Faz agora 4 meses que, finalmente, encontrei em mim a força, ou a covardia, de parar de ser um fardo para ti. Em retrospectiva, deveria ter vergonha das coisas sombrias com que te cobri, quando despejei a minha alma em ti, tantas e tantas vezes, ao longo destes anos. A injustiça do que te devo, nunca a poderei redimir nem pagar. Deveria ter vergonha, sim. Mas vergonha, não tenho. Pois quando eu deveria sentir vergonha, tu mostravas-me o orgulho. Quando te revelava as minhas fraquezas, tu ligavas-me às minhas forças. E, mais importante do que tudo, quando estava em caos, perdido em tormentas e tempestades de demónios interiores... Tu davas-me, sempre me deste, paz. E é esse presente que me doeu acima de tudo, recusar. Mas tive de o fazer, e eis agora os porquês.

Alguém como tu, alguém que, com tanto orgulho e simplicidade, me cativa quando diz "a terrinha", por pores um mundo inteiro nessas palavras, sem mais nada dizeres, deveria ser a pessoa mais feliz desta Terra. O teu coração, infinito e, ainda assim, pequeno demais para conter tanta compaixão quanto a que tens, deveria estar sempre limpo de preocupações. A ti, te admiro. A ti, te adoro. A ti, não mereço. Mas a ti, também, não mais quero pesar. Chegou a hora. Pois da culpa, da minha culpa, minha querida, nem tu me podes livrar. Esses passos são meus para dar. Passo 1: livrar-me da minha bengala. Tu.

Só me apetece lamentar-me, pedir-te desculpa, retratar-me e dizer-te como lamento o peso de que te incumbi todos estes anos, o meu peso que me ajudaste a carregar. Mas não o farei. Dizer que lamento seria uma falsidade e uma traição. Pois a mim me importa que saibas isto: de nada me arrependo. Nem da dívida, impagável, que contraí contigo para o resto da minha vida. Pois embora me tenha recusado a pesar-te mais a partir daquele momento, não serei ingrato a ponto de negar tudo aquilo por que me passaste. Ademais, a força que me deste Ontem, será o meu cajado Amanhã. Porque para o resto da minha vida, deste-me fé. Hoje, nesta missiva, acredito em ti. E não me vejo a deixar de acreditar em mim. Paz e fé, minha querida. Alimento para a alma. Presentes para a vida. E por isto, em vez de pedir desculpa, te agradeço do fundo do meu coração.

Não deixes que isto seja um adeus. Pretendo que isto seja um novo olá para mim. Não te quero ver mais como alguém que me provém com tanto do que preciso, para em seguida me sentir culpado por isso. Não é assim que te quero encarar. Quero poder lidar contigo sem culpa. Por favor, um último favor, compreende-me e aceita. Ou não o faças, desaparece da minha vida para sempre, se te aprouver. A minha dívida para contigo já está contraída, de qualquer maneira. E nunca a conseguirei pagar. E por isso, te agradeço, e me sinto mais feliz.















Obrigado

sábado, julho 23, 2011

A tua ou a minha. Nunca as duas.

Enche-me de promessas vãs, que eu direi que sim a todas. Ignoro a verdade que me zumbe na cabeça e revela as tuas mentiras... Porque acredito que nem tu própria saibas que mentes. E não serei eu a dizer-to, recuso-me! A tua verdade tens de ser tu a descobrir. A minha, já a sei. A minha verdade... É a tua mentira. E vivo-a, e sentir-lhe-ei a falta quando ela partir, pois tu irás partir com ela. Se calhar, não te mostro a tua verdade por egoísmo, e não por altruísmo. Se calhar, quero sempre só mais uma último vez... Só mais uma. E nunca, nunca me há-de chegar. Mas, até la... Até já.

quarta-feira, maio 02, 2007

Vomitar

É de facto incrível, o quão facilmente nos tornamos escravos de nós próprios. Mas o problema não reside aí, nem pensar. Pois isso é só o início.

Eu, pessoalmente, tento-me reger por uma série rígida de códigos, muito pouco flexíveis. Claro que estas regras, como tantas outras, acabam por se atropelar umas ás outras em certos casos. E isto, meus amigos, era a verdadeira dúvida de Hamlet, o tal "Ser ou não ser". Pois com tantas regras, tanta porcaria, tão emaranhadas teias que tecemos para nós próprios, estamos condenados a tropeçar nelas, sem saber bem em qual nos deixarmos cair. E continuamos agarrados, nem que seja só por teimosia (pois a persistência é uma das tais regras), e certos eventos da nossa vida acabam por nos marcar de forma profunda. Tomando outra citação, desta vez dos U2, "you've got stuck in a moment, and you can't get out of it". Eu padeço deste mal, como muitos de vós poderão igualmente sofrer do vosso próprio chicote. Pois se as nossas amarras nos prendem mais do que as impostas pelos outros, é certo que o nosso castigo será o pior possível.

Bem, até agora falei de quando um código de honra, ético, moral ou seja o que for, atropela outro. Mas e se, ao invés disso, o acontecimento seja uma quebra total e completa de todos e quaisquer códigos? Uma perca de consciência, de qualquer amor ou ligação pelo nosso colega humano, viria sem dúvida ter consequências catastróficas, caso o cosmos se alinhasse de uma especial maneira para nos sodomizar violentamente (ou seja, sodomizarmo-nos a nós próprios). E o que seria pior? A consciência e emoção, para sempre perdida? O acto, puro Mal em essência? Ou o recuperar de tudo o que fomos, dos nossos códigos, regras, valores e consciência, e termos de vivenciar o resto da vida, tentado compensar/anular/modificar o mal feito, com o peso do erro nos nossos ombros, qual cruz Cristiana?

Cá pra mim, começo a achar que o melhor mesmo, é mandar tudo ás urtigas. O Nosso chicote dói, a Nossa cruz pesa, as Nossas amarras constringem, mas nem todos estamos destinados a ser estigmatizados, mártires de uma causa que, no fim de contas, é só Nossa, e de mais ninguém...
Se algo puder ser feito, óptimo. Se não, de nada Nos servirá ter sempre um momento preso a Nós que nos traz um reflexo de vómito. Pois uma das minhas regras é uma crenca, e essa crenca é a de que Eu sou muito mais do que um momento. E se, de facto, a minha existência estiver reservada a ser um momento, por todas as minhas forças, que seja um momento BOM!

sábado, janeiro 01, 2005

Primum vivere, deinde philosophari

Muitos há por aí que escolhem dedicar-se a floreados. Pé ante pé, perscutam a vida como quem sobe uma escadaria ás escuras. Estes são os precavidentes, os cautelosos, os que jogam sempre pelo seguro. A sua vida é vivida sempre com muita segurança; não há passo tomado, não há acção que não tenha sido meticulosamente pensada, pesada e medida. Todos os factores são tidos em conta, em tudo o que fazem. A influência sobre si, sobre os outros, sobre o mundo que os rodeia, tudo o que será desecadeado pelos seus actos será levado em conta, quando se trata de tomar uma decisão. Isto pode enganar os menos visionários, e transmitir uma aura de confiança e de uma certa profetização dos actos a quem rodeia estes viventes cautelosos.
Mas como em tudo, há um preço a pagar. Estas pequenas maravilhas do mundo, estes géniozinhos de trazer por casa, acabam por perder muito da vida em si... Pois se tomar a decisão correcta é importante, também o é tomá-la no momento certo. É devida mais importância ao timing do que a que lhe é atribuída. De nada servirá decidirmos comer, quando a comida está estragada. De nada servirá tentarmos salvar alguém que já esteja morto. O momento passou, e com ele, quaisquer hipóteses de actuar. Pois o que dizer então dos incautos? Dos que se atiram para a frente, que parece que nada lhes importa? Que o mundo foi feito para si e vão pisando calos, á medida que avançam sem parar nem olhar para trás, pois avançar é a única coisa que sabem fazer? Estes parecem levar uma vida descuidada, despreocupada e sem ralações. A perca de consciência como a liberação total do ser. Dificilmente é assim. Viver a vida ao máximo, qual James Dean reencarnado, pode fazer a chama vital arder com mais intensidade, mas a vela que arde duas vezes mais, também arde duas vezes mais depressa.... E o fim virá, rápido e como tudo o resto na vida, inconsciente de quem fica para trás.... Ao passo que o final dos mais cautelosos virá arrastando um calvário da tristeza e maus sentimentos deixados para trás...
Em suma, como viver? Rápida e despreocupadamente, ou lenta e pesarosamente? A resposta reside naquilo que eu espero que todos nós sejamos: um equilíbrio perfeito dos dois. Viver ao máximo, sim, mas termos em conta quem nos rodeia só vai aumentar a experiência... Para melhor.

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Um homem vira uma ampulheta, na sua mão direita, e mais uma vez, inexoravelmente, os pequenos grãos de areia dentro do artefacto iniciam mais uma caminhada para o espaço agora vazio, do outro lado do vértice do globo onde estão.
Este homem acabou de perder o dinheiro que lhe restava. Já nada lhe resta, agora, a não ser as roupas que se lhe colam ao corpo, e a ampulheta. Felizmente, é verão, e o frio não é, por enquanto, um problema.
Sem tirar os olhos dos grãos que correm, apressados, dentro da ampulheta, o homem perdeu a noção do tempo; ele olha para a ampulheta porque nela vê movimento, mesmo que um movimento estático, sempre confinado ao mesmo percurso, mas é um movimento... E ele espera que a inércia da ampulheta se espalhe para ele, como que por graça divina. Pois parar seria igual a morrer. Nem valeria a pena esperar, ele terminaria a sua vida ali mesmo, no riacho que ouvia correr perto. Se nada mais lhe restava, então que tivesse ao menos uma morte rápida, limpa e longe de olhares indiscretos.
Engraçado, de certa maneira, que alguém que já houvesse morto tantos, alguém que já havia roubado e pilhado no primor da sua vida, estivesse agora preocupado com uma morte mais ou menos digna... Mas são pensamentos como este que nos assolam quando tudo o que temos nos abandona. Mas não ele, oh não. Ele não seria mais abandonado. E aqui, o homem pareceu despertar um pouco, e tomou uma decisão: volvida a última viagem dos grãos de areia, terminada a sua corrida no lado oposto do item, ele teria de ter uma decisão tomada. Ou encontraria uma solução para a sua vida... Ou punha-lhe termo. Fosse como fosse, a sua decisão, de tomar uma decisão, estava tomada.
Ora então: que esperança haveria para ele de viver uma vida normal? Nenhuma. Absolutamente nenhuma. Ele não sabe, nunca soube, o que era isso. E voltar a viver uma vida de crime? Neste território? Totalmente impensável. Ele era um criminoso afamado... Afamado demais. Não havia ninguém que não o conhecesse nesta zona, e depois do que havia acabado de acontecer... Não havia ninguém que não andasse atrás da sua cabeça.
Um estremecimento de horror percorre o homem de cima abaixo ao pensar no que se havia passado. Mas não tinha tempo para pensar nisso; tinha de se concentrar em encontrar uma solução. Metade dos grãos já havia pousado no fundo da ampulheta.... E os restantes não paravam.
Talvez ele pudesse fugir, para longe? Mas para onde? E como? As terras onde ninguém o conhecia ainda se apartavam demasiado do horizonte a olho nú, tlavez até tivesse mesmo de apanhar um barco, mas não tinha vintém... Talvez viajando como clandestino? Mas recordou-se da história de um ladrão de uma das guildas da cidade vizinha, que tinha chegado ao país de barco, como passageiro clandestino... E quando chegou, foi apanhado no porão das mercadorias por um marinheiro enorme, que gostava quase tão pouco de clandestinos como o seu capitão, que lhe ordenou que decepasse a mão direita do penetra... Portanto, esta também estava riscada.
Todos os caminhos a pé ou de transporte estavam fortemente guardados, e as montanhas circundantes da região só albergavam neve e morte certa para quem enfrentasse os cumes tão parcamente vestido como estava o homem. E ele também não sabia nadar...
O tempo escoava-se, literalmente, como os grãos de areia pela ampulheta. E nem sinal de uma solução. O homem começou a dar passos, ás voltas, como se caminhar lhe pusesse as idéias em andamento. Mas nada de novo vinha. Nem ele era capaz de se concentrar, com as imagens ainda frescas dos seus recentes actos que haviam posto todo um povo atrás de si.
Mas ele tinha de encontrar uma solução, ele precisava de encontrar uma saída! A ampulheta parecia estar contra si; ainda há pouco parecia estar mais cheia! Os grãos fogem tão depressa... E deixam atrás de si a morte, cada vez mais perto. Uma resposta ao seu enigma! Não, não passavam de pensamentos soltos de encontros passados... Ele tinha de pensar, pensar, pensar! O tempo chegava ao fim! Já se via uma profunda depressão no meio do montículo de areia que continuava a avançar. O homem calculou que devia ter apenas um par de minutos... Não! Pensar, pensar, pensar! Mas ele não conseguia pensar, não conseguia deixar de fitar a areia dentro da pequena ampulheta, na palma da sua mão. O fim já estava próximo... Pensar, pensar, pensar! Não! Ela vem! O tempo e a areia vão, e a morte fica! Não! Ele tinha de pensar, pensar, pensar... Últimos segundos... Última réstia de areia... Pensar, pensar, pensar! Mas não conseguia, não tinha tempo que chegasse! Precisava de mais tempo, mais tempo! Se ao menos a ampulheta tivesse mais areia.... Mas não! Era a última! MAIS TEMPO!!!
Foi então que o homem puxou atrás o seu braço direito, e com toda a força que lhe restava, arremessou a ampulheta contra uma pedra próxima. A ampulheta estilhaçou-se, e os grãos de areia, que há pouco pareciam tão ameaçadores, espalham-se pelo chão, levados pela brisa... E desta vez, o homem escolheu o fim do tempo, em vez do seu próprio fim... E partiu.

terça-feira, dezembro 21, 2004

Quem és tu?

Sempre te tive na mais alta das considerações. Sempre te vi como inteligente, bela, culta, mordaz, como todas as mulheres, mas nunca de maneira vulgar. Sempre te olhei de baixo, sempre estiveste num patamar inatingível para mim, mas isso nunca me importou. Estar contigo sempre foi como ter um pequeno pássaro na mão, que sufocava se o apertássemos demais, mas que fugia se a oportunidade lhe fosse dada. Sempre foste o sonho que nunca se realizou (felizmente). Sempre tiveste essa tua sabedoria e perspicácia perigosas demais para os que te rodeiam. Podias ter o mundo a teus pés, se o quisesses, mas escolhes conquistá-lo a pouco e pouco. Podias ser rainha dos Malditos, podias ser senhora do Sol, mas escolheste ser tu... E não te conheço. E não te deixas conhecer. E talvez tenha sido nesse único ponto que nunca me conseguiste enganar: eu sempre soube que não sabia, como ainda hoje sei. Pois alguém grande como tu devia ocupar mais espaço, mas dás de comer a quem te rodeia muitas bolas de sabão, coisas sem conteúdo para alegrar a vista, mas sem parte nenhuma de ti... Será que já te tentaram conhecer antes? Será que te mostraste? Ou nem tu sabias quem eras? Em todo o fascínio que sempre me causaste, em todas as maneiras que sempre me impressionaste por seres quem és (o pouco que conheço de ti), a parte que sempre me causou mais desilusão foi a tua partida. O nunca saber se ia poder beber mais de ti. O ter que passar dias, meses, anos, tentando adivinhar o que teria eu feito desta vez, quando teria eu apertado o passarinho demais na minha mão para o voltar a fazer querer partir... Pois se é certo que eu erro, também é certo que mereço mal... Talvez não passes de mais um dos Némesis com que eu pareço não parar de esbarrar. Tu, como tantos outros antes, apareces e desapareces... Porquê? O que queres tu manter que não o possas fazer enquanto eu existir? O que há em mim que te causa tanta repulsa de um dia para o outro, para que te vejas forçada a partir? Para onde vais? Para algum lugar onde só estrelas cadentes são admitidas? Sim, pois tens em ti um pouco de estrela cadente: escolhes um ponto no céu onde brilhas, deixas o teu rasto de luz para quem olha para ti, mas desvaneces, sem mais nem menos... E esperas que o brilho da tua cauda seja suficiente para que nunca ninguém procure o ponto da sua origem. Mas sempre que escolhas partir, e sobretudo, sempre que escolhas voltar... Eu estarei lá. Talvez me odeies por isso, talvez eu me odeie a mim próprio por isso, mas... Estarei lá.